A busca pela rápida expansão de muitas redes de franquias, traz sérias consequências para a saúde do relacionamento entre franqueador e seus franqueados.

Muitas discussões e disputas judiciais são causadas, principalmente, pelas promessas oferecidas no momento da venda, onde muitas dessas promessas, o franqueador não tem controle e após a venda, quem viverá o período de contrato com o franqueado é o franqueador e não quem vendeu. Costumamos dizer que, quem não está preparado para vender, não está preparado para entregar o que foi vendido por um terceiro.

A tarefa de venda de franquias deveria ser indelegável, jamais terceirizada. Afinal, um relacionamento entre franqueador e franqueado se compara a um casamento. Então, você contrataria um terceiro para lhe arranjar um casamento? Provavelmente não, embora existam agências de matrimônio, que se vangloriam dizendo que realizaram centenas de casamentos, mas algumas dessas agências matrimoniais não falam quantos desses casamentos realizados fizeram bodas.

Hoje, muitos corretores dizem que não fazem a venda, apenas selecionam candidatos e realizam uma pré-triagem. Se realmente é uma pré-triagem, por que no momento da “venda” o corretor sempre inicia a conversa com a frase: quanto você tem disponível para investir? Lembrete: a pré-triagem é baseada apenas no perfil sócio-econômico do candidato.

Vender franquias é uma tarefa que deve ser realizada dentro da empresa franqueadora, através do gerente de expansão e aprovada pelo comitê de expansão da empresa, no qual a escolha é compartilhada, entre os integrantes desse comitê.Para muitos candidatos a franquia, os “NÃOS” ditos pela empresa franqueadora, para escolha do ponto, obra e instalação, entre outros, traz segurança para o candidato, já que, se ele pudesse fazer tudo do jeito dele, qual a vantagem de comprar uma franquia? Nesse caso ele montaria um negócio de forma independente e não compraria uma franquia.